As maravilhas de uma cidade maravilhosa

O quê de melhor há no Rio de Janeiro? A população carioca é conhecida muito por sua hospitalidade e perseverança. Os cariocas definitivamente têm seu charme, o quê colabora ainda mais para tornar a cidade literalmente maravilhosa.

Podemos afirmar com certeza que o quê mais há de atraente no Rio de Janeiro são as praias. Porém, não são somente estas: pontos turísticos em abundancia, florestas, montanhas, cultura, etc.

Praias para os que gostam do calor e de se bronzear. Os pontos turísticos, obviamente, são voltados para os turistas, apesar de haver os que nunca visitaram um, mesmo morando na cidade há anos. Quantos aos mais exóticos e aventureiros, há diversas montanhas que são escaladas diariamente por alpinistas e trilhas em florestas. Não podemos deixar de citar também nossa rica cultura e culinária, que são sucesso por todo o globo.

A nossa última matéria mostrou que o povo carioca concorda em partes conosco. Entretanto, nem tudo são flores. Há os que não gostam de praia ou aventura e também os que ficam indecisos quanto aos próprios gostos. Porém, nada nem ninguém é perfeito. Resta a nós, o povo, continuar colaborando para que a nossa cidade continue sendo maravilhosa.

O bom do Rio é ser o Rio

O blog “O bom do Rio” nasceu com o objetivo de dar visibilidade às boas iniciativas e aos bons exemplos que existem aos montes no Estado do Rio de Janeiro, os quais estão disponíveis para a população sem muita burocracia, porém pouco utilizados pela falta de divulgação.

No processo de montagem do blog, um fato foi percebido: a maior parte das matérias tem algo em comum, uma pessoa apaixonada pelo Rio de Janeiro, que usa o seu trabalho ou o seu projeto como uma ferramenta para construir uma cidade cada vez melhor.

A partir desta análise, percebeu-se que apesar das boas iniciativas, o bom do Rio é na verdade, o seu povo. É o carioca, e não importa o lugar do qual ele venha, se é do Leblon, da baixada fluminense ou se é de Salvador. O que importa é o estado de Espírito, é o se sentir carioca.

O carioca é bairrista por natureza. Ele veste a camisa, ele tem orgulho de ser quem ele é. O carioca não tem vergonha dos problemas da cidade, muito pelo contrário, ele transforma o descaso em samba enredo, transforma o problema em fantasia e desfila na avenida.

Falando em vestir a camisa, não se deve esquecer de citar as torcidas cariocas, da paixão futebolística, das rivalidades e principalmente da magia que o Rio possui.

Não é possível falar de Rio de janeiro sem falar de futebol, sem ao menos citar o sorriso no rosto do carioca quando comentamos do Maracanã, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco. Essa é uma paixão inexplicável.

O Rio de Janeiro é um estado relativamente pequeno, se comparando com o tamanho territorial do Brasil, mas a capital carioca é a cidade brasileira que mais influencia nos hábitos e costumes do brasileiro. É a cidade brasileira mais conhecida no mundo. Todas querem ser “The girl from Ipanema“, todas querem ser “garotas cariocas swing sangue bom“.

O Rio não é só violência, corrupção, favelas e “Capitão Nascimento“. O Rio é também bem estar, cidadania, são ONGS que funcionam e gente que trabalha, mas não dispensa uma cerveja gelada no final do dia.

E para não fugir dos clichês, Rio de Janeiro é baile funk lotado, churrasco na lage, feira dos nordestinos. É Maracanã em dia de “Fla x Flu”, é jogo do bicho, é bloco de carnaval, disco voador, são as meninas da Lapa, é baile charme em baixo do Viaduto Negrão de Lima, são todos os baixos: baixo Gávea, baixo Méier, baixo Olária, é banho de mar dia 31 de Dezembro é acima de tudo ser feliz!

Nós, Pedro Guimarães, Geiza Lee, Ialyz Azevedo, Lucilene Caetano e Célia Carolina Brandao agradecemos a todos que participaram do vídeo, aos nossos leitores e principalmente a nossa professora Gisele Barreto pela calma e orientação nesse projeto.
Por Célia Carolina Brandão e Lyz Azevedo.

Saneando a zona oeste

A zona oeste do Rio de Janeiro sempre foi a região menos favorecida com os investimentos
em saneamento básico. Rios e bacias poluídos, esgotos sem tratamentos. Isso certamente
incomoda a muitas pessoas, não só pelo mau cheiro, mas também por causa dos insetos e
animais que são atraídos e algumas até por não ter água encanada. Ademais, não prejudicaria
somente a classe baixa, mas também a classe alta com a desvalorização dos imóveis e
propriedades.

De 1975 a 2007, a responsabilidade pelo saneamento básico do Rio de Janeiro era do estado,
através da CEDAE. Em 2011, através de um convênio feito entre o governo e a prefeitura,
foi passada para essa última a gestão da AP5, realizada pela Rio-Águas. Como citado na
última matéria sobre meio ambiente, as metas da prefeitura estão sendo cumpridas e
algumas superando os resultados esperados. Considerando que há 21 bairros afetados
pelo programa “Saneando a Zona Oeste”, atingir 12,41% em uma meta de 30%, é algo se
comemorar.

Finalmente, após a revitalização da Rio-Águas, e com o planejamento estratégico feito pela
prefeitura para o período 2009-2012, estão sendo executadas ações que fazem parte da
administração do saneamento básico para esta região, com a implantação de novas redes e
de um sistema de tratamento e destinação final dos rejeitos. Com isso, quem sabe possamos
reviver os áureos tempos do porto de Sepetiba.

Expansão de quadras e vilas olímpicas.

A cidade do Rio de Janeiro apresenta grande carência de áreas para prática esportiva. Atualmente, existe uma grande demanda por essas áreas em praças e escolas municipais para que jovens e crianças possam ter mais oportunidades de esporte e lazer.

O projeto que a prefeitura quer implantar consiste na ampliação de espaços para prática esportiva, por meio da construção de vilas olímpicas e quadras esportivas, incluindo a acessibilidade para portadores de necessidades especiais, e com a ampliação haverá um aumento de jovens e crianças praticando esportes nas escolas municipais e áreas públicas, a exemplo já de algumas praças. Só em 2010 foram entregues 40 quadras esportivas, em sua maioria localizada na Zona Oeste, os dados estatísticos de 2011 ainda não saíram.

O prefeito da cidade, Eduardo Paes, afirma que hoje a cidade possui dez vilas olímpicas, mas sete estão em obra, e que quer dobrar esse número. O prefeito ainda assevera que na cidade-sede das Olimpíadas de 2016 não possuem instalações esportivas. Para mais detalhes da entrevista com o prefeito, acesse o link.

Localização das vilas olímpicas.

Comércio Eletrônico – O conforto de comprar sem sair de casa

Cerca de 20% dos micros, pequenos e médios empresários estão percebendo grandes possibilidades de negócios com o comércio eletrônico. Numa comparação entre o último semestre de 2008 com o primeiro de 2009, a participação de empresas de menor porte no comércio eletrônico cresceu 1,5%.

A Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara – Rio de Janeiro), criada por comerciantes com apoio do Sistema Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), criou um site para expandir as vendas por todo o Brasil.

Eles tiveram a iniciativa de criar um portal que entrou no ar no final de junho de 2009. E com expectativa de ter 50 micros e pequenas empresas envolvidas na iniciativa até o final de 2011.

O comerciante Jorge Vitório sempre teve boa clientela, mas queria crescer mais. Porém, não sabia a melhor forma de fazê-lo sem correr grandes riscos.

Com o site, Vitório espera obter um retorno de 30% dentro de um ano, na empresa Palácio das Velas, que conta com sete lojas no Rio de Janeiro: cinco no Centro, uma em Copacabana e outra na Tijuca. O empresário vê a divulgação da empresa como benefício imediato ao participar do portal de vendas.

Ele comenta que ainda está na fase de adaptação, pois é uma nova linguagem, um novo mercado, mas, contudo é necessário acreditar e investir. “Creio na possibilidade de um retorno muito maior”. comenta.

Há 21 anos trabalhando no mesmo ramo, Vitório começou vendendo artigos religiosos e logo se especializou em velas – sendo referência neste assunto.

Para ampliar ainda mais a divulgação do site, o comerciante também personalizou todas as embalagens. Além do nome e do endereço da loja, as sacolas trazem agora o endereço eletrônico do site da Saara.

Pré-vestibular gratuito para os cariocas

Ter um diploma universitário é o sonho de milhares e milhares de brasileiros, mas devido ao custo alto das mensalidades das universidades particulares e da dificuldade para se passar nos vestibulares públicos, esse sonho se torna ainda mais distante, para a maioria dos brasileiros. Cariocas podem se animar!

Desde o ano de 2003 o Rio de Janeiro conta com o Pré–vestibular Social Cederj, que é um curso preparatório para as provas de vestibular, totalmente gratuito, que é oferecido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O cursinho é direcionado para quem já concluiu ou para quem está cursando o último ano do ensino médio e não tem recursos para bancar um cursinho pré – vestibular ou uma Universidade particular.

O Pré – Vestibular Social da Cederj, já atendeu mais de 92.000 alunos ao longo destes oito anos. Para ingressar neste cursinho é preciso fazer a inscrição no site. Só será aceita uma inscrição por candidato, em apenas um dos cinquenta polos distribuídos em 37 municípios do Rio de Janeiro.

Por Carolina Brandão.

Infraestrutura para todos

Muitos bairros da zona oeste e zona norte da cidade apresentam pouca infraestrurtura urbana
devido a poucos investimentos nessas mesmas regiões. A zona norte sofre com a degradação
gradual ocorrida com o passar do tempo, já a zona oeste carece de infraestrutura básica. Essas
carências causam conseqüências como a redução da qualidade de vida dos moradores dessas
áreas, causando um grane contraste com os bairros mais favorecidos da cidade (bairros da
zona sul).

Para requalificar a urbanização dos bairros mais degradados e menos favorecidos, a prefeitura
do Rio está investindo cerca de R$300 milhões de reais no projeto bairro maravilha.
O projeto consiste em “dar uma nova cara” para os bairros necessitados, através de
intervenções urbanísticas como: iluminação, calçamento,pavimentação, arborização e
recuperação de praças.

Wanessa Pereira de 23 anos e moradora da Pavuna falou sobre a melhoria do bairro com esse
projeto. “O projeto bairro maravilha é muito bom, isso mostra que eles estão olhando para o
nosso lado também e não só para a zona sul como é de costume.As ruas estão mais iluminada
e com menos buracos.”

Rio-Águas

A Fundação Instituto das Águas do Município do Rio de Janeiro (Rio-Águas), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Obras, tem como objetivo planejar, gerenciar e supervisionar ações preventivas e corretivas contra enchentes.
A Rio-Águas trabalha na manutenção dos corpos hídricos do município realizando obras de conservação e desobstrução de canais e rios, além disso, é o órgão responsável pelo planejamento, supervisão e operação, direta ou indireta, do sistema de esgotamento sanitário.

Um dos programas desenvolvidos pela Rio-Águas é o “Saneando a Zona Oeste”, que visa à implantação de sistemas tipo separador absoluto em 21 bairros da região, que compõem a Área de Planejamento 5 (AP5). O mesmo inclui outros programas, como “Saneando Santa Cruz” e “Saneando Sepetiba”.
Uma das metas do programa “Saneando a Zona Oeste” é atingir o aumento de 30% na taxa de cobertura da rede coletora de esgoto com tratamento da AP5 até 2012.

- A meta até 2011 é atingir 12%. Estamos no mês de novembro com 12,41% referente à taxa de cobertura da rede coletora de esgoto com tratamento na AP5, atingindo assim a meta para este ano. Em função da programação da RIOÁGUAS é uma meta viável de ser atingida em 2012 (30%) – explica Paulo Luiz da Fonseca, Gerente de Pesquisas e Suporte Técnico da Rio-Águas e professor de Recursos Hídricos da UFF.

Outra meta da Rio-Águas é reduzir em pelo menos 20% o número de pontos críticos de enchentes na cidade até 2012. O projeto prevê a canalização e dragagem de treze rios na região de Jacarépaguá.

- A meta para 2011 é atingir 10%. Estamos no mês de novembro com exatamente 23 pontos críticos com intervenções executadas, o que corresponde a 10%. O cronograma está sendo cumprido dentro do planejado – explicou Paulo.

Perguntado sobre valores gastos, Paulo afirmou não ter tais informações.

Contra a pobreza, a favor da arte

A população que vive nos morros do Rio de Janeiro sempre sofreu preconceitos por outra parte do povo, por ser pobre e às vezes, também por ser em sua maioria negra, mas isso nunca os impediu de expressar sua arte. O texto “Um grupo que desata nós” é mais uma das evidências que comprovam a recente valorização da cultura popular. Em um país onde prevalece a desigualdade social, o primeiro grande passo é reconhecer as instituições que nadam contra a corrente e lutam por justiça. O destaque que as ações sociais vêm ganhando ultimamente é notório e se faz presente em todos os veículos de informação. A internet é uma maneira de disponibilizar a realidade a todos e atrair adeptos e sensibilizados pela causa, muito justa, por sinal.

O grupo “Nós do Morro” inclui na sociedade aqueles que, historicamente, já são excluídos e visa proporcionar aos seus membros uma interação na sociedade através de cultura, arte e visão critica da real situação do Rio de Janeiro e do Brasil. Com isso, além de fortalecer a cultura da cidade, ajuda pessoas como crianças, adolescentes e até adultos a buscar a vida fora dos morros do Rio de Janeiro.

Isso tudo é a prova de que a arte não escolhe hora, lugar ou etnia. Simplesmente acontece. Ações desse tipo deveriam ser mais freqüentes, incentivando não só a população dos morros, mas de toda a cidade a fazer a arte e colaborar para a cultura do Rio de Janeiro, o qual deixaremos para nossos descendentes.

Um grupo que desata nós

O grupo “Nós do Morro” foi fundado em 1986, através da ideia da jornalista Guti Fraga com um grupo de jovens moradores do local, com a finalidade de criar acesso à arte e à cultura para crianças, jovens e adultos do morro do Vidigal, mas atualmente o projeto cresceu e oferece cursos nas áreas de teatro (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos), abrindo portas para um grande número de pessoas que estão dispostas a trabalharem e estudarem para um dia ser alguém na vida, podendo ser, ou não, moradores do Vidigal.

Para muitos o “Nós do Morro” é uma porta que se abre, a exemplo podemos citar o caso da escritora e coordenadora de audiovisual Luciana Bezerra, que até escreveu um livro, cujo nome é “Meu destino era o nós do morro” para contar sobre suas experiências no grupo como figurinista, diretora, escritora e roteirista. A narrativa do seu livro vai desde infância, nos tempos de onde morou em Maricá e na Rocinha até a sua chegada ao Vidigal, onde vive até hoje. Após sua passagem pelo “Nós do Morro”, ela realizou um curta metragem “Minha Fé”, ganhador de vários prêmios e o episodio “Acende a Luz”, do projeto 5x favela.

O grupo apresenta hoje um grupo de teatro, cinema, oficinas, um elenco próprio, parceiros e até mesmo um projeto de multiplicação, onde atua em diversas cidades com projetos de multiplicação da nossa metodologia e filosofia de vida. A multiplicação começou com o SESC, através do projeto tempo livre, e hoje se espalha por todo o Rio de Janeiro.

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