Aroma do Campo: cosméticos étnicos para o mundo

A oportunidade para os produtos afros da “Aroma do Campo” derivava inicialmente do fato de mais de 60% das mulheres brasileiras terem cabelos crespos. Seus produtos passaram a ser vistos como adequados a mulheres com cabelos crespos ou cacheados. Daí em a adiante, o sucesso dependia das estratégias adotadas em cada país, tendo a empresa feito um grande esforço para adaptar seu composto de marketing às peculiaridades locais.

No começo de 2009, em plena crise internacional, a “Aroma do Campo” não esmorecia e continuava o processo de expansão, adquirindo a “Vita-A”, uma empresa do Rio de Janeiro, com linha complementar à sua. Esse passo mostrava o comprometimento da empresa com o crescimento, que já havia adquirido uma posição respeitável no mercado brasileiro e salientava-se entre os exportadores de cosméticos do país.

O empresário Samuel Fernandes acreditava que o compromisso da empresa com a exportação transcendia as oscilações e flutuações do câmbio. Segundo o empresário foi um grande acerto da empresa, no caso da exportação, não reduzir em nenhum momento os investimentos nesta atividade. Além disso, o fato de diferenciar os produtos ajudou bastante.

Entre as lições aprendidas pela empresa destaca-se o problema de controle das atividades de exportação, em particular dos estoques. É importante ter cuidado com a quantidade de estocagem de produtos específicos para alguns mercados/clientes. Para evitar que o estoque seja oneroso, os contratos devem contemplar compras mínimas.

Também é importante não depender no exterior de clientes com marcas próprias, pois esses clientes estão mais propensos a romper a parceria, aceitando propostas mais atraentes de concorrentes.

O registro de marcas no exterior é outro detalhe que deve ser considerado. Por exemplo, uma empresa concorrente da “Aroma do Campo” perdeu a marca em diversos países asiáticos e africanos por causa da ação de empresas locais. É muito importante precaver-se e registrar a marca.

Este case de sucesso foi extraído de trabalho apresentado por Samuel Ferreira Fernandes, intitulado “Projeto Exportação Aroma do Campo – 6 anos de desafios” no Programa MBA Marketing do Coppead/ Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2006, coordenado pelo Prof. Dr. Renato Cotta de Mello. Foram obtidas informações adicionais de fontes publicadas.

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Sobre Pedro Guimarães

Me chamo Pedro Guimarães, 20 anos, sou estudante de jornalismo da Universidade Estácio de Sá.

Publicado em 22/11/2011, em Economia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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