Um velho, ou novo, problema urbano

O lixo é um problema mundial, desde o tecnológico ao convencional, o qual conhecemos hoje. É praticamente impossível viver na atualidade e manter os olhos fechados para a quantidade de lixo que há ao nosso redor. Antes, um problema predominantemente característico das grandes cidades, mas que, ao longo dos anos, como outros eventos modernos, atingiu o status de ‘problema mundial’, acumulando-se em todo o mundo onde haja consumo. Pode-se dizer que está ocorrendo o nascimento de uma nova cultura, a cultura do lixo. Caso um objeto quebre, hoje, ele não é mandado para o conserto, mas sim substituído por um novo, e o seu destino não é preciso ser mencionado. Os fatores arrevesados na relação entre o homem e a produção de lixo são diversos, porém não se pode identificar uma causa única, como os efeitos do capitalismo na sociedade.

No Rio de Janeiro, a Comlurb, empresa responsável pela conservação do meio ambiente e limpeza urbana, divulgou os dados da coleta de lixo de 34 bairros, desde Setembro de 2010 até Setembro de 2011. Bangu e Campo Grande, os bairros mais populosos, foram também os que geraram mais quantidade de lixos juntos, com valores em cerca de 217479,251 toneladas.

Em certos eventos como Carnaval, Copa do Mundo, etc., o trabalho é maior e mais pesado, pois a quantidade de lixo é maior. Em 2010, após o jogo Brasil x Chile, válido pela Copa do Mundo, foram coletadas 79 toneladas de resíduos nas ruas. Recentemente, durante o Rock in Rio, em três dias de show foram coletadas 84 toneladas de lixo. Ao final dos sete dias, a Comlurb coletou ao todo 150 toneladas.

A companhia também pratica ações como eventos de conscientização e orientação para crianças em escolas municipais, também conscientizando os próprios funcionários, além de promover ações, como na Copa do Mundo, para os torcedores utilizarem as lixeiras, deixando a cidade mais limpa. Para os exóticos, também foram feitas escaladas com garis alpinistas para a retirada de lixos nos morros da cidade.

O lixo sempre estará presente, em todos os lugares, não é possível parar de produzi-lo, principalmente em grandes cidades, onde há maior concentração de pessoas. A tendência é produzir mais e mais toneladas em nível mundial a cada dia que se passa. A forma pela qual é destinado já movimenta muito dinheiro e muitos questionamentos. No Rio de Janeiro, promovidos pela Comlurb, as sedes das Cooperativas de Catadores de Lixo (que ficam embaixo de viadutos) juntam papel, plástico, alumínio (latas), ferro e vidro, preferencialmente, que são encontrados pelas calçadas e se destinam, em sua maioria, a lixões e aterros sanitários, sendo vendendo-os para as empresas de reciclagem.

Entretanto, esta situação poderá ser mais prejudicial à cidade, tornando necessário mais atenção à uma medida inovadora (e provavelmente tecnológica) em termos de destinação de lixo e também enquanto não houver o interesse e esforço em aplicar essas medidas, se preocupando não com os altos custos, mas sim com conservar a cidade em condições de ficarem em nossa memória, com a consciência limpa.

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Sobre Pedro Guimarães

Me chamo Pedro Guimarães, 20 anos, sou estudante de jornalismo da Universidade Estácio de Sá.

Publicado em 22/11/2011, em Meio Ambiente. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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